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Cruz e Crucifixo - Cruz da Terra Santa


“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”

A civilização Cristã do mundo católico entendeu bem este convite para o seguimento de Jesus. Apesar, de que o próprio Cristo sabia, que raríssimos seriam os que podiam tomar sua convocação ao pé-da-letra, a ponto de negar-se a si mesmo. O negar-se a si mesmo que Cristo conclamava era o abandono da vida cotidiana de vícios e prazeres mundanos, por uma vida de ascese e espiritualidade. Isto é, um honroso convite para ser seu discípulo. Pois, sabia Cristo que a cruz que ele carregou, só ele podia carregar. Que ninguém suportaria passar pelo mesmo crivo espiritual e pela violência física da própria dor e renúncia, e que só Ele estava predestinado a suportar, para que se cumprisse a missão Divina, de “expiador” da humanidade.

No entanto, Jesus sabia, que era necessário criar grupos seletos para a missão de semear no seio das civilizações, o símbolo da cruz. Sabia também, que estes predestinados, homens e mulheres dotados com espírito de santidade para fazer parte de seu ministério, era como garimpar pepitas de diamante no deserto. Não que a humanidade não seja dotada do bem, mas, pela urgência e premência da missão, pois, uns já vêm predestinados à santidade, mais preparados, para iluminar outros milhões mais inocentes e incautos. Por isso esses milhões,carecem mais a dependem muito de intercessores, da a ajuda espiritual de outros avatares. No inicio, a cruz de Jesus necessitava mais de ourives de Deus do que de multidões de insensatos. Hoje, esse símbolo esta disseminado pelo uso respeitoso, como o fetiche mais sagrado e protetor que existe. Por isso, todo zelo e cuidado é exigido na elaboração quase artesanal de crucifixos pessoais, senão, jóias espirituais elaboradas em ouro por joalheiros específicos da Terra Santa, com exportação para atender os católicos do Brasil. Será que Jesus não se regozijaria e sorriria espiritualmente ao ver seus seguidores, mais de dois mil anos depois, ostentando humildemente o crucifixo, símbolo de sua compaixão, sofrimento e glória? Certeza, que sim! Afinal, este diminuto crucifixo de Jesus na cruz é o símbolo da redenção do homem. Símbolo da fortificação. Símbolo da adesão espiritual de Deus-Pai, onipotente.

Quem se investe do uso do crucifixo, por honorabilidade, se credencia, se harmoniza com o transcendental, e, com o passar do tempo, a construir melhor sua fortaleza espiritual, rumo ao destino, seja ele qual for, porém, muito melhor, quando espiritualizado.

Suportará melhor as inevitáveis adversidades da vida. Proteger-se-á, melhor, espiritualmente, pois, ao aderir ao crucifixo estará, naturalmente, por evocação, em comunhão com o poder mais supremo: o próprio Filho, que leva ao Pai. Aliás, coube a Jesus, Cristo carregar a cruz e fazer dela o ícone de maior reverência espiritual-religiosa da história da humanidade. Nenhum outro símbolo é tão facilmente decodificado dentro de uma semântica humana-divina – Jesus, o filho humano, Deus, o Pai –, quanto à cruz cristã. Signos mais expandidos no reconhecimento da humanidade, talvez, somente alguns da natureza ou cósmicos, tais como, o grafismo do sol, da estrela, do peixe, da ave, da árvore, da mão, mas, nenhum foi tão humanizado quanto a cruz de Cristo e a simbolização de sua história. Mais intrigante e fantástico é o vigor deste símbolo sagrado no decorrer do tempo histórico. Afinal, viram séculos e séculos, viram milênios e milênios, e, mais, esse signo se consolida como símbolo e como simbolizante, com um largo expectro semântico da história mais sagrada que o mundo já viveu, o Cristo, lá da Terra Santa, Palestina.

Em tempos de tanta arrogância do homem, de tanto livre-arbítrio, egoísmo e hedonismo, portar, ou usar um crucifixo, já é um aceno de que, nem tudo está perdido na Babel, de hoje. No Brasil, país de milhões de católicos, a disponibilização de crucifixos procedentes da Palestina, Israel e Jerusalém, tem sido confiada a Cruz da Terra Santa, empresa que se responsabiliza, tanto pela origem quanto pela originalidade. Quando se referencia a origem, é fundamental mencionar que essas verdadeiras jóias espirituais – pois são elaboradas em ouro ( * ) –, contém em seu interior água do rio Jordão, e também uma pitada de terra, lá da Terra Santa, Palestina, por onde Jesus pisava. Garantir esta procedência e a constituição original desses ingredientes naturais é o primor impregnado, razão do incomparável valor espiritual. Aliás, sobre esta constituição Ouro-Terra-Água, da Cruz da Terra Santa, desse precioso crucifixo, a literatura espiritualista é rica em bons presságios. Diz-se, por exemplo, quer por onde passa, o ouro se deposita; que se ele se zanga, pode levá-lo para outro lugar. Tudo gela à sua passagem, até o fogo, a não ser no inverno, quanto ameniza o tempo e faz a neve derreter. Quanto a terra, só ela mantém o segredo mais íntimo do ouro em seu seio. Quanto a água, o Espírito Divino, escolheu este elemento porque é para as águas que se voltam as suas preferências, uma vez que ela se mostra, desde sua origem, como a matéria de purificação, a mais perfeita. Ao ser batizado nas águas do Jordão, Jesus pressentia e vibrava a virtude de suas águas.

Que bom, se os homens daquela época tivessem erigido uma Cruz de ouro-terra-água, sem a necessidade de imolar um homem tão Divino, quanto Jesus! Mas, será que estaríamos predestinados com tanta certeza, ao perdão? É, por isso, que Jesus nos conclama a carregar uma cruz simbólica, que seja. Bem levezinha. Mas, com fé!


Fonte:
T. Rantô Rochar (Redator Cultural/ Compositor)
Formado em Comunicação e Marketing pela ESPM – SP. 74
Curso de Filosofia, Marketing Fundamental.
É autor da Obra Musical no “Canto dos Santos”



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