TUDO SOBRE ARTIGOS RELIGIOSOS

ARTIGOS RELIGIOSOS


Existe diferença entre artigos religiosos e artigos comuns?

É claro que sim.

A começar pela motivação em possuir um e outro.

Os artigos comuns, divididos em inúmeros grupos, têm finalidade diversa da de um artigo religioso.

Vamos tomar o exemplo de um artigo ligado diretamente aos afazeres ou ao dia-a-dia do lar.

Concentremo-nos nos eletrodomésticos leves, portáteis, apenas por uma questão de ordenamento de raciocínio.

Estes artigos possuem, evidentemente, sua função e sua validade. Um aspirador de pó, um liquidificador, uma chaleira elétrica que esquenta e ferve a água em pouco mais de um minuto, um espremedor de frutas cítricas, uma batedeira de bolo.

Muitos de vocês e a totalidade das mulheres que estão lendo este artigo, simplesmente, não conseguiriam mais imaginar suas vidas sem estes apetrechos surgidos, sem exceção da segunda metade do século XX em diante. Historicamente, portanto, anteontem.

Por que?

Ora, porque estes artigos cumprem uma tarefa bem definida. E em 100% dos casos uma tarefa que, anteriormente a sua invenção, era realizada pelas próprias mãos humanas.

O homem concentrou-se nos últimos 100 anos, principalmente, em pesquisar e produzir artigos que proporcionassem conforto às pessoas, as donas de casa em particular.

A enceradeira sucedeu o escovão, o ferro elétrico ou o a vapor, tomou o lugar do pesado ferro a carvão, o triturador de frutas entrou no posto antes ocupado pelo espremedor manual, a micro-ondas ao forno convencional.

Mudou-se mais o cotidiano dos seres humanos nos últimos 60 anos do que nos três séculos anteriores.

E repare que não estamos falando dos computadores, a maior de todas as invenções modernas.

Praticidade, facilidade de manuseio, rapidez para realizar o serviço.

Os artigos dedicados à limpeza, conservação, manutenção de casa ou auxiliares na preparação dos serviços de cozinha têm este objetivo: tornar nossa vida mais leve, mais fácil.

É um objetivo concreto, palpável, perfeitamente possível de se identificar.

E por isso mesmo, com o tempo, a utilização destes artigos faz com que nós simplesmente não nos demos conta do que eles realizam. Estes artigos integram-se parte à paisagem, como algo que sempre existiu.


• Os artigos religiosos

Muito bem.

Mas, e os artigos religiosos?

Como é que os artigos religiosos entram nesta história?

Por que certos lares os possuem e outros não?

Qual a real utilidade dos artigos religiosos no mundo de hoje?

No que eles podem abrandar e tornar mais agradáveis as nossas obrigações diárias?

Por que mantê-los sempre conservador e preservado?

Por que, afinal, possuí-los em nossas casas?

Eis nas respostas destas perguntas uma das chaves para encontrarmos aquilo que todos nós, ricos ou pobres, humildes ou pretensiosos, cultos ou de pouca leitura, altos e baixos, brancos, mulatos, negros ou amarelos mais procuramos na vida: a felicidade.

Os artigos comuns, como os do exemplo acima, deles, todos nós temos sabemos o que esperar. Nós sabemos suas funções.

Os mais fanáticos costumam se aprimorar e conhecer todos os detalhes de seu funcionamento, múltiplos recursos, quais os modelos mais completos.

Tudo é fácil de aprender. Porque os artigos comuns, por mais complexos que sejam, contém no frigir dos ovos, o serviço exato para os quais foram produzidos. E mais nada.

Eles não nos dizem qualquer coisa além disso. E não precisam mesmo dizer.
Já os artigos religiosos atuam em outro campo. Num patamar de muito maior importância e relevância.

Um rosário completo, um terço (que é a terça parte do rosário, composto de uma cruz e de cinco dos mistérios da Fé católica), uma imagem da Virgem Maria, um crucifixo, um escapulário, um oratório de Frei Galvão, uma jóia religiosa, uma cruz da terra santa, uma medalha santa, um pingente do Espírito Santo, uma imagem do santo da devoção.

Bem aventurados os lares que os possuem!

São todos os artigos religiosos que cumprem um papel nobre, uma missão espiritual.

Porque chega um momento na vida de todos nós, em que nem mesmo os artigos mais sofisticados, aqueles que nos permitem com um leve toque fazer com que as luzes se acendam, apaguem, diminuam ou aumentem de intensidade, com que o som preencha todos os ambientes com prevalência para timbres agudos, graves ou baixos, conforme o nosso gosto, que imagens tridimensionais surjam nas telas, nada disso, nada, nos satisfaz, acalma ou tranqüiliza.

Nada nos cura da ansiedade, nada nos afasta a tristeza e a sensação de abandono.

É nesta hora, uma hora que todos nós - com certeza - já vivemos, que a presença dos artigos religiosos em nossos lares mostram a que se propõem.
Mostram como eles são insubstituíveis.

Numa casa onde exista um oratório ou um espaço reservado para um artigo religioso ou para vários artigos religiosos como os que enumeramos acima, você pode perceber:

Existe também um pouco mais daquela aura de tranqüilidade tão necessária às nossas existências.

Existe uma paz pairando no ar.

É o que torna estes lares diferentes.

Conheço inúmeras pessoas que só se acalmam quando se recolhem ao chegar em casa e correm a fazer uma pequena prece frente a seu oratório.

O artigo religioso adquirido e preservado num lar, por menor que seja a área que lhe foi reservada, funciona como um território protegido, onde as pessoas podem refletir, dialogar com o mais íntimo de seu ser, onde elas conseguem se encontrar consigo mesmas.

Se os inventos elétricos, eletrônicos, se os artigos comuns, de última geração entram em nossa vida para atender aos reclamos de nossos esforços físicos, para auxiliar a nos saciarmos da sede ou da fome, os artigos religiosos, sem dúvida, são aqueles que nos alimentam de esperança, caridade, resignação e fé.
Eles nos propiciam o alimento da alma.

Eles nos trazem a paz que só artigos religiosos conseguem trazer. Eles nos fazem pensar e ponderar. Ajudam a discernir o certo do errado, o justo do injusto. O indispensável só supérfluo.

Devemos sempre manter os artigos religiosos à nossa mão, perto de nós. Se possível junto ao nosso corpo, como os escapulários ou correntes com imagens de santos de nossa devoção.

Quando menos se espera, pode-se precisar deles.

E de uma coisa você pode ter certeza: faça chuva ou sol, frio ou calor, exista ou não energia elétrica ou baterias carregadas, os artigos religiosos jamais deixarão de funcionar.

Funcionar como o bálsamo benigno que você procura nos momentos de aflição ou, por que não? nos momentos de agradecimento e louvação pelas benesses divinas que recebe constantemente das mãos de Deus através dos artigos religiosos.


Fonte:
Edgard Soares



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