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Artigos Religiosos da Terra Santa - A Terra


Terra Santa, Terra da Promissão da Bíblia ou Terra de Maná – onde o alimento caía do céu.

TERRA SANTA é o nome da antiga terra dos israelitas, que atualmente inclui Israel, Cisjordânia (hoje sob ocupação israelita) e partes da Jordânia. A maioria dos acontecimentos bíblicos aconteceu nessa TERRA prometida ao povo israelita no Antigo Testamento.

Com mais ou menos 30 mil km², “estende-se verticalmente do sul do Monte Líbano até o Deserto de Neveg e horizontalmente das costas do Mar Mediterrâneo até as margens do Rio Jordão, que depois de alimentar o Lago da Galiléia, deságua no Mar Morto”.

Uma região modesta de colheita de grãos, com criação de cabritos e ovelhas, muito pobre, sem a abundancia propalada pelos profetas, mas muito disputada ao longo de sua história, por quase todos os reis e generais da antiguidade (Ramsés III, Sargão II, Nabucodonosor, Ciro, o Grande, Alexandre Magno, Pompeu, Tancredo e Balduíno, Solimão, o Magnífico, e até Napoleão Bonaparte). Muitas lutas sangrentas, discórdias, traições e algumas invasões pacificas...

Para os judeus significa as Terras Prometidas, dadas por Deus a Moises e ao povo judeu que conseguira fugir da escravidão do Egito. A capital era Jerusalém tomada dos filisteus pelo rei Davi, e palco de muitas invasões. Várias vezes os judeus eram expulsos, mas sempre voltavam à Terra Sagrada. E ali surgiu o Primeiro Templo, erguido pelo rei Salomão, que integraria as doze tribos de Israel.

Para os cristãos, a terra é sagrada, porque nela Jesus nasceu e morreu, sacrificando-se por toda a humanidade. ELE nasceu em Nazaré, pregou na Galiléia e foi crucificado em Jerusalém, onde ressuscitou para vir animar seus discípulos a seguir e propagar o Evangelho. Em Jerusalém foi construído o Santo Sepulcro, lugar em que Jesus foi retirado da cruz e levado para uma pequena caverna, e em Belém, a Igreja da Natividade, local da gruta onde Jesus nasceu.

Para os muçulmanos, o lugar sagrado: no Domo da Racha, chamado depois de Esplanada da Mesquita, situado na parte elevada de Jerusalém, o profeta Maomé, em espírito, foi encontrar-se com Alá nos céus – a Jornada Noturna do Profeta. Ali foi construído pelo Patriarca Sofrônio o grande Masjid Al-Aqsa – o templo e centro das celebrações islâmicas.


• A Terra de Belém

Umas das mais antigas cidades de Israel, venerada por judeus, cristãos e muçulmanos, é considerada um dos cenários mais autênticos da Terra Santa. Foi berço de Davi a terra natal do profeta Isaias.

O nome da cidade, em hebraico beit lejem, que significa: “Casa de Pão”, foi biblicamente associado ao cognome Éfrata – fertilidade – provavelmente em razão na natural riqueza e prosperidade de seus campos. Na entrada da cidade, há um monumento – “Tumulo de Raquel” – que recebe freqüentes visitas de mulheres do mundo inteiro, em busca da fertilidade. Raquel era estéril e alcançou a graça e conceber dois filhos de Jacó:

Então Deus se lembrou de Raquel. Deus a atendeu, tornando-a fecundada. Ela concebeu e deu à luz um filho e disse: “Deus retirou minha desonra”. Ela lhe deu o nome de José, pois disse: “Que o Senhor me dê mais um filho”. (Gênesis, cap 30, vers. 22 a 24).

Por volta do ano 400 a.C., quando a cidade encontrava sob domínio persa, Miquéias, de Morasti-Gat, profetizou que o Messias prometido viria da dinastia de Davi e nasceria em Belém: “Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti que sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel” (Miquéias, cap 5, vers. 1.).

A cidade onde Jesus nasceu está localizada na região da Judéia, 10 km ao sul de Jerusalém, a 777m de altitude, numa colina – fortaleza natural. Na época, segundo o Evangelho, três reis magos – estudiosos dos astros – vieram do Oriente a Belém, guiados por uma estrela, para adorar Jesus e “chegaram a Jerusalém perguntando: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. (Mateus, cap 2, vers. 1 e 2).

Além de aparecer em Mateus, no Novo Testamento, o nascimento de Jesus também é citado em Lucas (cap 2, vers. 1 a 20).

[...] Também Jose, que era da família e da descendência de Davi, subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar com Maria, sua esposa, que esta grávida. Quando estavam ali, chegou tempo do parto. Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria [...].

No século VI, Dionysius Exiguus, historiador grego, monge e matemático, a serviço do Papa João I, propôs o denominado Calendário Cristão para pôr fim à desordem dos diversos sistemas de contagem cronológica então empregados. A contagem dos anos seria a partir do nascimento de Jesus Cristo, e ao apresentar o seu Líber de Paschate (525) introduziu a contagem Antes de Cristo (a.C.) e Depois de Cristo (d.C.). O ano que iniciou logo após essa data passou a ser considerado o ano 1 de nossa era (1º Anno Domini Nostri Jesus Christi). Desde o século IV, os cristãos festejam o Natal, ou nascimento de Cristo, no dia 25 de dezembro, uma adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquiridos pelos romanos.

Há 3mil anos, a cidade era uma aldeia pequena que estava ocupada pelos filisteus (hoje, palestinos). O judeu Davi sempre sentia saudades do lugar onde passara sua infância (2 Samuel, cap. 23, vers. 13 a 17). Por meio de revelações proféticas, ele sabia que um dia o Messias viria de sua descendia. Cerca de 1004 anos a.C., conquistara a cidade de Jerusalém, elevando-a a condição de capital de seu reino. Belém era apropriada à criação de ovelhas, fornecendo alimentação, por nove meses do ano, a ovelhas e cabras. Pelo fato de os arredores serem férteis, adequados ao plantio de cereais, justifica-se ser chamada de “Casa do Pão”.

Ainda hoje, os campos de Belém conservam a mesma fertilidade e exuberância; cultivam trigo, milho, cevada, oliveira, figo, uva e há criação de ovelhas nas colinas dos arredores da cidade. Na época do ministério de Jesus, a cidade era muito pequena e Jesus nunca a visitou.
Numa certa noite, um anjo do Senhor apareceu aos pastores no campo e disse as palavras:

Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor! E isto vos servirá de sinal: encontrareis em recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura. (Lucas cap. 2, vers. 10 a 12).

Em Belém chegava Àquele que diria mais tarde:

Eu sou pão da vida [...] Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo. (João cap. 6, vers. 48 e 51).


CURIOSIDADES SOBRE A CIDADE

• Belém está isolada do território israelense por uma barreira de concreto, construído pelo governo israelense para impedir atentados terroristas.
• Ao passar pelo posto de controle israelense, o visitante deve dizer aos soldados: “Vou conhecer a cidade onde Jesus nasceu”.
• A Tumba de Raquel, no caminho, guardado por soldados israelenses, é o terceiro lugar mais sagrado para os judeus – foi construída pelo marido, em sua homenagem, por ter morrido no parto.
• Dentro da Igreja da Natividade fica a gruta onde nasceu Jesus, com uma estrela marcando o lugar exato do nascimento.
• A melhor época para ir a Belém é no Natal, pois os palestinos organizam uma festa na Praça da Manjedoura. Dias depois há o Natal ortodoxo, muito comemorado na região, pois a maioria dos palestinos e dos árabe-israelenses cristão é ortodoxa.
• Belém é uma cidade palestina relativamente segura, com mercados que vendem todos os tipos de produtos ligados especialmente ao cristianismo.


Fonte:
Texto retirado do livro “A Cruz da Terra Santa”.
Autor: Mario Eustaquio Furtado.
Editora MEF.
*Ao adquirir a Cruz da Terra Santa, você receberá o livro com a história da Cruz.



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